sexta-feira, 29 de julho de 2016

Tigelas


Modeladas a partir de uma mistura de argilas, esculpidas no limite da secagem, parcialmente pinceladas com vidrado e cozidas no forno a lenha a 1100ºC, são assim, as Tigelas do Algarve



terça-feira, 26 de julho de 2016

FIA 2016

As Tigelas do Algarve voltaram a marcar presença na Feira Internacional de Artesanato de Lisboa na FIL - Parque das Nações













pode um objecto de fabrico artesanal ser um vestígio do futuro?  

Localizar a origem destas tigelas de cerâmica como sendo o Algarve, induz-nos a colocá-las na prateleira do artesanato, ao lado da cesta de palma e da cataplana de cobre. E até estaria muito bem, só que, há qualquer coisa que não bate certo. Se fossem cântaros... esses sim, herdeiros de uma linhagem que remonta às velhas ânforas romanas, de inequívoco e ancestral comércio nestas terras do sul...
  
Porque a questão do artesanato pressupõe uma localização. O uso de matérias-primas locais. A aplicação de técnicas e desenho de inspiração regional, em resposta a uma necessidade do meio em que está inserido.  
É assim que, em termos de mercado, o artesanato satisfaz dois tipos de procura: a do consumidor local, para o qual a produção foi originada, conhecedor da genuína proveniência do produto, e a do visitante ocasional, em busca de um artefacto marcado pelas qualidades intrínsecas do lugar visitado. 
 
Mas a passagem do tempo é um factor transversal e incontornável na equação desta laboriosa definição de artesanato. Ora inclinando-se para formas de produção industrial, ora tendendo para o lugar rarefeito da arte, na linha cronológica do seu percurso, a ideia de artesanato parece sujeita a avanços e recuos como um passageiro irrequieto num comboio em movimento.  

Não sendo uma estação terminal, o século XXI atravessa uma zona desprovida já dos tradicionais e familiares carris. As carruagens transformam-se, adaptam-se ao conhecimento do terreno. Aqueles que procuram recuar para um tempo marcado pelo ritmo cadenciado, embalador e reminiscente do coração materno, podem fazê-lo na ilusória alternância dos dias e noites. No limite, podemos mesmo mergulhar ainda mais fundo, mais longe, onde a própria vida está simultaneamente presente e ausente, num torpor semivivo alimentado pela vaga curiosidade das imagens em movimento de uma paisagem irreconhecível… Ou podemos

num salto, avançar no tempo, onde estas Tigelas do Algarve repousam nas mãos de passageiros de sorriso irónico e amistoso...  

Libertas dos constrangimentos de uma identidade regional, resultado de uma cultura que se quer globalizada, estas tigelas assumem uma marca identificadora pessoal. Afirmam um olhar alternativo, um outro Algarve, sem fronteiras. São testemunho de um lugar ainda possível. Para lá das transformações mais ou menos dramáticas, desde a tranquila massa informe de uma sedimentação, passando pelo intenso fogo de um imaginário delirante. 
 
De facto, poderiam ser cântaros, ou enfusas. Poderiam ser pratos de cortiça ou colheres de plástico reciclado. São tigelas de cerâmica. Do algarve. Das minhas, para outras mãos.   


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Forno a lenha

Diâmetro 19 cm
Altura 30 cm











Largura 15 cm
Comprimento 20 cm
Altura 16 cm














Taças no forno a lenha




Diâmetro 9 cm
Altura 7 cm



Diâmetro 9 cm
Altura 7 cm
Diâmetro 9 cm
Altura 7 cm

Copos tipo raku



Diâmetro 9 cm
Altura 7,5 cm


Diâmetro 9 cm
Altura 7 cm


Diâmetro 9 cm
Altura 7 cm


Diâmetro 9 cm
Altura 7,5 cm




Diâmetro 9 cm
Altura 7,5 cm
Diâmetro 9 cm
Altura 7,5 cm




sábado, 24 de janeiro de 2015

saídas do forno a lenha II

Diâmetro 23 cm
Altura 8cm





Diâmetro 22 cm
Altura 8,5 cm





Diâmetro 20 cm
Altura 8,5 cm






Diâmetro 25 cm
Altura 8 cm






Diâmetro 22,5 cm
Altura 8 cm






Diâmetro 12,5 cm
Altura 6 cm



Mostra mensal II

Faz por esta altura um ano que está a decorrer na Multiclínica do Algarve - http://multiclinicadoalgarve.pt/pt  uma exposição de trabalhos meus de pintura em técnica mista realizados sobre tela. Ao ritmo de uma tela por mês, o espaço de entrada desta clínica tem sido um lugar para a mostra de trabalhos que  reflectem a procura de uma zona de intersecção entre a linguagem, como resultado de um código de imagens, e a imagem isenta de linguagem. Reproduções podem ser vistas em http://paredeum.blogspot.pt/

Na continuidade, dei início, no mesmo espaço da clínica, a partir de janeiro de 2015, à exposição de uma nova série de trabalhos de desenho, em tinta permanente sobre papel, também ao ritmo de um por mês.



A Multiclínica do Algarve está situada junto à EN125, no lado sul, na proximidade entre o cruzamento de entrada para Vilamoura e o cruzamento para Olhos de Água junto à Maritenda, próximo de Boliqueime.