sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Tigelas de renda
Segredos
Pasta grés com aplicações de fio de kental. Primeira cozedura em forno eléctrico, segunda cozedura em forno a gás com redução. 10cm de altura e 13cm de diâmetro. €45 a unidade.
Copos com vidro
Pasta de faiança cozida e vidrada em forno eléctrico. Copos flute trabalhados com rebarbadora. 20cm de altura e 8 de diâmetro. Conjunto de seis unidades €180.
Garrafas brancas sobre 3 pés
Germinações do erro
Construídas em pasta de faiança misturada com papel, cozidas em forno eléctrico a 1100ºC. Utilização
de óxidos e vidrados comerciais. Apontamentos a ouro 650ºC. 38cm de altura e 22cm de diâmetro. €240 a unidade.
Inês e Pedro
No final do verão de 2011 participei numa exposição de cerâmica cujo tema envolvia a paixão, a estética e o romance histórico de Inês e Pedro.
A acompanhar a peça exposta produzi um texto que acabou por não ser incluído no catálogo e que aqui reproduzo:




A acompanhar a peça exposta produzi um texto que acabou por não ser incluído no catálogo e que aqui reproduzo:
Formalmente é uma peça composta, por um elemento principal aparentando um obelisco com 38cm de altura, 12cm de largura, 8cm de profundidade e 4 Kg de peso, e oito elementos com forma piramidal quadrangular com 3cm de base e 9cm de altura com 50g de peso.
Modeladas, maciças, em faiança com chamote, duas cozeduras em forno eléctrico e uma terceira, redutora, em forno de serradura. Foram utilizados óxidos e vidrados comerciais.
Conceptualmente a ideia de drama é possivelmente a primeira e imediata leitura transmitida pela escolha cromática e texturas contrastantes. É sem dúvida incontornável, na história de Inês e Pedro, este aspecto dramático e teatral que se reflecte na composição cénica das peças que sugerem diversas movimentações.
Estas possibilidades remetem para outras leituras de bastidores, outras personagens que acompanham o drama da paixão das duas figuras históricas. No cerne do enredo permanece porém a união impossível entre duas pessoas, ou entre dois reinos...
A dramatização é assim resultado dessa tentativa de unificação visceral de uma entidade que é ilusoriamente dual e que se revela múltipla. A composição apresenta-se pois como um fragmento dessa multiplicidade.




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